segunda-feira, 15 de junho de 2009

Retratinhos por miúdos [texto programa#2]

No ano em que celebra 10 anos de vida, o teatromosca - companhia de teatro fundadada em Sintra - apresenta um novo projecto teatral intitulado “Retratinhos”. Com os vários espectáculos que fazem parte deste projecto, pretendemos contar pequenas (grandes) histórias da História, com a ajuda de personalidades maiores (ou menores) da História Universal, que nos guiam no(s) caminho(s) por esta longa e estreita linha a que os crescidos chamam Tempo.

Para 2009, chamámos Fernando Lopes-Graça, Charles Darwin, Fernão Mendes Pinto, D. Carlos, Gil Vicente, Paula Rego, Amílcar Cabral e Guerra Junqueiro, pessoas não muito diferentes de ti, com histórias não muito diferentes das tuas, para nos acompanharem nesta viagem pelo mundo do sonho que é o Teatro.

Hoje, será a vez do menino Fernando, nascido em Tomar, há mais de 100 anos atrás. Um menino que sonhava com um Portugal diferente daquele em que vivia. Um menino que nao parava de sonhar com um Portugal “livre como o vento” e cheio de música.

A Viviane escreveu a história para nós. O Mário, a Diana, o Filipe e o Ruben pegaram nessa história do menino Fernando Lopes-Graça e juntaram ainda mais notas, até comporem esta melodia que, hoje, vos apresentamos em forma de Teatro. Esperemos que o sonho destes meninos (e de tantos outros que nem sequer cabiam neste pequeno papel) vos contagie e que nunca deixem de lutar pelos vossos sonhos.

Em Agosto, o Fernando dará a vez ao Fernão Mendes Pinto, em Lisboa, no Museu Nacional de Arqueologia. Depois, viajaremos no Beagle com Darwin, através dos maravilhosos jardins do Parque de Monserrate. No final de Agosto, acompanharemos Gil Vicente no Palácio Nacional de Sintra. Em Outubro, o Centro Cultural Olga Cadaval receberá o Rei D. Carlos. Em Novembro, Sua Alteza dará lugar à pintora Paula Rego, enquanto viajamos até ao Porto, Tomar e Braga, na companhia de Amílcar Cabral e Guerra Junqueiro. E as viagens continuarão, no Tempo e no Espaço, ao mesmo tempo, que se preparam já novos “Retratinhos” para 2010...

Venham connosco!

Pedro Alves, teatromosca

"Retratinho de Fernando Lopes-Graça" - encenação [texto programa#1]

Este ‘retratinho’ de Fernando Lopes Graça, que hoje apresentamos, nasceu de uma conjugação de ideias que rapidamente vertemos para o espaço de cena. Tomaram forma e já não nos pertencem. São agora o próprio espectáculo; impressões sobre a vida deste compositor.

Mário Trigo, encenador

Ensaios "Retratinho de Fernando Lopes-Graça" [fotos#1]





quarta-feira, 10 de junho de 2009

"Retratinhos" em 2009

Em 2009 serão criados os seguintes espectáculos no âmbito deste projecto teatral: "Retratinho de Fernando Lopes-Graça"; "Retratinho de Fernão Mendes Pinto"; "Retratinho de Darwin"; "Retratinho de D. Carlos"; “Retratinho de Paula Rego”; “Retratinho de Gil Vicente”; “Retratinho de Amílcar Cabral”; e “Retratinho de Guerra Junqueiro”. Em 2010, o projecto continuará com a criação de novos espectáculos, ao mesmo tempo que, aqueles que já foram estreados, são disponibilizados para itinerância.


Ficha Artística e Técnica

Autoria Diana Alves, Pedro Alves, Viviane Ascenção, Miguel Horta, Pedro Marques, Jorge Palinhos, Tiago Patrício e Alexandre Sarrazola Direcção Pedro Alves, Luciano Amarelo, Suzana Branco, Maria Gil, Pedro Manuel e Mário Trigo Intérpretes Diana Alves, Filipe Araújo, José Barros, José Galissá, Susana Gaspar, Ruben Jacinto, Pedro Mendes, Yolanda Santos, Mário Trigo Consultoria histórica Daniel Alves [docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa] Movimento Diana Alves Ilustrações Alex Gozblau Figurinos Catarina Varatojo Produção executiva Pedro Alves Produção teatromosca Co-produção Centro Cultural Olga Cadaval, Festival de Sintra, Parques de Sintra – Monte da Lua, Associação Terra na Boca Apoios Ministério da Educação, Câmara Municipal de Sintra, Câmara Municipal do Porto, Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel, Junta de Freguesia de Mira Sintra, Sporting Clube de Lourel, Instituto dos Museus e Conservação, Relevo Branco – Gráfica, 5àSEC [Rio de Mouro], Jornal de Sintra, Jornal O Correio da Cidade e Actual Sintra

Retratinho de Fernando Lopes-Graça

Para o rapazinho de calções curtos que gostava de exercitar os dedos no piano, a música era pura brincadeira. E, depois, aquelas notas iniciais da 5ª Sinfonia de Beethoven soavam quase como se o Destino estivesse a bater à porta... Ta-ta-ta-Daaaaan! E, então, o jovem menino, nascido em Tomar no início do século XX, acordava para uma longa relação amorosa com a música. Agora, olhamos para o passado, para ver o jovem Fernando Lopes-Graça tornar-se o compositor e músico, o impetuoso e tumultuoso crítico musical, o corajoso e infatigável lutador pela causa da libertação do seu povo, ao mesmo tempo que acompanhamos o presente “no seu caminho de descoberta e de conquista para o futuro”. E, como se nós fossemos aquelas primeiras notas heróicas da 5ª Sinfonia de Beethoven, cantamos: “Acordai, homens que dormis...”

Estreia

dia 20 de Junho, às 16h
na Quinta da Piedade, no âmbito do Festival de Sintra


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Autoria Viviane Ascenção Direcção Mário Trigo Intérpretes Filipe Araújo (actor) e Ruben Jacinto(músico) Consultoria histórica Daniel Alves [docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa] Movimento Diana Alves Ilustrações Alex Gozblau Figurinos Catarina Varatojo Produção Executiva Pedro Alves Produção teatromosca Co-produção Centro Cultural Olga Cadaval e Festival de Sintra Apoios Ministério da Educação - DGIDC, Câmara Municipal de Sintra, Câmara Municipal do Porto, Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel, Junta de Freguesia de Mira Sintra, Sporting Clube de Lourel, Instituto dos Museus e Conservação, Relevo Branco – Gráfica, 5àSEC [Rio de Mouro], Jornal de Sintra, Movijovem, Jornal O Correio da Cidade, Rádio Clube de Sintra e Actual Sintra

Retratinho de Fernão Mendes Pinto

Ou do que passou o cronista português em sua mocidade neste reino até que embarcou para a Índia. Ou do sucesso e insucesso que teve a armada em que foi e do que passou e viu até lá chegar. Ou como foi treze vezes cativo e dezassete vezes vendido. Ou de como, entre tantas aventuras e desventuras extraordinárias, em viagens pelo Oriente, no meio de todos aqueles perigos e trabalhos, quis Deus tirá-lo sempre salvo e pô-lo em segurança. Ou de como os actores/personagens serão levados diante de novos “reis” e do que vão passar com eles. Eis de que é feita esta pequena Peregrinação. Ou, como, depois de tantos trabalhos, ainda se pode escrever: “Acho que não tenho tanta razão de me queixar por todos esses males passados"...

Estreia
dia 13 de Agosto, às 21h [público geral]
no Festival dos Oceanos - Museu Nacional de Arqueologia [Lisboa]


Ficha Artística e Técnica

Autoria Jorge Palinhos Direcção Pedro Alves Intérpretes Diana Alves e Yolanda Santos Consultoria históricaDaniel Alves [docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa] Movimento Diana Alves Ilustrações Alex Gozblau Figurinos Catarina Varatojo Produção Executiva Pedro Alves Produção teatromosca Co-produção Associação Terra na Boca Apoios Ministério da Educação, Câmara Municipal de Sintra, Câmara Municipal do Porto, Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel, Junta de Freguesia de Mira Sintra, Sporting Clube de Lourel, Instituto dos Museus e Conservação, Relevo Branco – Gráfica, 5àSEC [Rio de Mouro], Jornal de Sintra, Jornal O Correio da Cidade e Actual Sintra

Retratinho de Darwin

A 12 de Fevereiro de 1809, em Inglaterra, nasceu um menino que viajou de barco à volta do mundo durante cinco anos, que passou muito tempo a estudar a natureza e que, quando cresceu, escreveu um livro que mudou o mundo... Somos convidados a seguir Charles Darwin, o curioso investigador, na sua viagem a bordo do Beagle, a observar, de perto, estranhas espécies e a desenhá-las ao pormenor. Elas organizam-se para fazer frente às contrariedades e são capazes de se adaptar a qualquer situação, por mais incrível que possa parecer! Depois discutimos com Darwin, para tentar elaborar uma teoria sobre o que foi observado. Em discussão estão questões como a Selecção Natural, a Luta pela Sobrevivência, a Morte, a Evolução das Espécies... Todos os indícios e conclusões serão expostos perante uma exigente e atenta “comunidade científica”.

Estreia
dia 15 de Agosto, às 17h
[público geral]
Parque de Moserrate [Sintra]


Ficha Artística e Técnica

Autoria Diana Alves Direcção Pedro Alves IntérpretesDiana Alves e Mário Trigo Consultoria histórica Daniel Alves [docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa] Movimento Diana Alves Ilustrações Alex Gozblau Figurinos Catarina Varatojo Produção Executiva Pedro Alves Produção teatromosca Co-produção Parques de Sintra – Monte da Lua Apoios Ministério da Educação, Câmara Municipal de Sintra, Câmara Municipal do Porto, Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel, Junta de Freguesia de Mira Sintra, Sporting Clube de Lourel, Instituto dos Museus e Conservação, Relevo Branco – Gráfica, 5àSEC [Rio de Mouro], Jornal de Sintra, Jornal O Correio da Cidade e Actual Sintra

Retratinho de D. Carlos

O narrador desta história não é o jovem Carlos Fernando Luís Maria Vítor Miguel Rafael Gabriel Gonzaga Xavier Francisco de Assis José Simão de Bragança Sabóia Bourbon Saxe-Coburgo-Gotha, que viria a tornar-se o 33º e penúltimo rei de Portugal, mais conhecido como D. Carlos. O Rei Diplomata, apaixonado pelas novas tecnologias do princípio do século XX (“extravagâncias desnecessárias”, dizia o povo da altura), amante da fotografia, pintor talentoso, cientista apaixonado pela oceanografia, senhor de uma pontaria infalível, capaz de acertar com uma bala no buraco de uma fechadura, adepto da vida ao ar livre, jogador de ténis, corredor de bicicleta, é apresentado pela sua mulher, Rainha D. Amélia, que nos conta, entre muitas outras histórias maravilhosas, porque é que, no fim do século XIX, os ingleses ficaram aborrecidos por os portugueses terem pintado um mapa de cor-de-rosa e como é que, nomeio dos acontecimentos dramáticos do início do século XX, foi implantada a República em Portugal.


ESTREIA

18 de Setembro, às 10.30h [para marcações de grupos e escolas]

19 de Setembro, às 16h [público geral]

no Centro Cultural Olga Cadaval [Sintra]


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA

Autoria Pedro Marques Direcção Mário Trigo Intérpretes Pedro Almeida (artista plástico) e Susana Gaspar (actriz) Consultoria histórica Daniel Alves [docente da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Univ. Nova de Lisboa] Movimento Diana Alves Ilustrações Alex Gozblau Figurinos Catarina Varatojo Produção Executiva Pedro Alves Produção teatromosca Co-produção Centro Cultural Olga Cadaval e Parques de Sintra - Monte da Lua Apoios Ministério da Educação - DGIDC, Câmara Municipal de Sintra, Câmara Municipal do Porto, Junta de Freguesia de Santa Maria e São Miguel, Junta de Freguesia de Mira Sintra, Sporting Clube de Lourel, Instituto dos Museus e Conservação, Relevo Branco – Gráfica, 5àSEC [Rio de Mouro], Jornal de Sintra, Movijovem, Jornal O Correio da Cidade, Rádio Clube de Sintra e Actual Sintra

Calendarização

Em 2009, serão criados oito espectáculos, ao mesmo tempo que já estão a ser preparados outros quatro novos espectáculos para 2010. Os espectáculos destinam-se ao público infanto-juvenil, a partir dos 4 anos, escolar (disponível para marcações durante a semana) ou público geral (ao fim de semana). A estreia do primeiro espectáculo (e lançamento oficial do projecto) acontecerá no dia 20 de Junho de 2009, às 16h, no Festival de Sintra, em co-produção com o festival e com o Centro Cultural Olga Cadaval.

Textos/ Guiões

Escritos originalmente, serão as vozes dos dois intérpretes/anfitriões (personagens) que convidam os pequenos espectadores a conhecer o retratado.

Trata-se, portanto, de um projecto teatral que privilegia a dramaturgia contemporânea de língua portuguesa, através da redacção de textos originais com uma linguagem adaptada à faixa etária a que se destinam. Serão múltiplas e multiplicadas aquelas vozes. Se evocam o retratado (na terceira pessoa), serão a voz de narradores heterodiegéticos e omniscientes; se em discurso directo, assumem-se como a voz do próprio retratado ou a de outras personagens afins ao seu universo.


Os textos, encomendados a um conjunto de jovens escritores portugueses, serão trabalhados, durante os ensaios, pelas equipas (de 1 encenador e dois intérpretes) de cada um dos espectáculos que constituem este projecto, podendo daí resultar novos textos, num processo de re-escrita, sugerindo propostas de improvisação, criando espectáculos no qual o texto assume um papel central no desenrolar da acção em cena ou se apresenta como fonte inspiradora para o trabalho de invenção de novo material para cena, traduzido na criação de movimento, música, coreografia e imagens que ajudem a contar a estória.

O jogo é este. O dos contadores de histórias, da História, das estórias da História.